Minha irmã sempre diz que nós somos responsáveis pelo o que dissemos, e não pelo o que o outro entendeu. Você consegue imaginar quantos desgastes seriam poupados se fossemos bons entendedores?
Pois é, não importa se a comunicação é oral, sensorial, ou visual, nós sempre vamos absorve-la de acordo com o nosso mundo interior. Como nossa atenção está sempre voltada para nossas carências e necessidades, acabamos por perder o foco.
Engraçado, sempre entendemos a mensagem da forma que melhor nos convém, principalmente quando o recado vem da vida. Quantas vezes a vida diz uma coisa e entendemos outra? Quantas vezes nos deixamos iludir acreditando que desta vez vai dar certo? Nossos sonhos, expectativas, limitações e experiências, são as lentes com as quais vemos o mundo, e dificilmente aceitamos trocar os óculos.
A fome pode ser de pão ou de afeto, pode ser de conhecimento ou de informação, pode ser todas ou nenhuma, só não pode impedir que enxerguemos além das vidraças embaçadas.
Muitas vezes me sinto numa encruzilhada, não sei se escuto meus sentimentos ou os recados que a vida me dá. Eu até poderia evitar frustrações... Mas o que eu faria com os sonhos que alimentam minha alma?
Não podemos esquecer que quem não sonha com a magia de um voo perde a chance de tocar as estrelas. É por isso que eu não quero perder o meu poder de pássaro.
Sendo assim, entre encontros e desencontros, tombos e tropeços, ilusões e desilusões, a vida vai me mostrando que a lição só termina quanto cumpre seu papel de ensinar. Aprendiz que sou, não me privo de nenhuma lição, mesmo quando preciso repeti-las.
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