segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Redescobrindo São Paulo

Livraria Cultura - Conjunto Nacional - São Paulo
Numa cidade grande e dinâmica como São Paulo, é natural que as transformações urbanas acompanhem o ritmo acelerado que caracteriza essa imensa Metrópole.

Nos últimos quatro anos morei fora de São Paulo, e mesmo sem perder totalmente o vinculo, já que continuava trabalhando aqui, não pude acompanhar todas as mudanças desta surpreendente cidade. É por isso que agora, estando de volta, me sinto redescobrindo São Paulo.

Semana passada sai por aí, meio sem destino, e fui parar no conhecido Conjunto Nacional situado na avenida Paulista. Quem leu meu post anterior sabe o motivo deste meu passeio inesperado, que apesar de inesperado foi delicioso. Descobri que a tradicional Livraria Cultura, existente naquele endereço desde 1969, cresceu muito e se tornou uma das melhores livrarias de São Paulo. Num espaço lindo, com layout criativo e surpreendente, e acervo de tirar o fôlego, a Livraria Cultura tornou-se um passeio obrigatório para os leitores mais exigentes.

Seu diversificado catálogo conta com mais de dois milhões de títulos, além de CDs, DVDs, Blu-Rays, Games, eBooks, AudioBooks e Revistas. Além de promover palestras, concertos, noites de autógrafos, exposições temporárias, cafés filosóficos e noites de jazz, a megastore conta ainda com um aconchegante café e uma sala de teatro.

A nova Livraria Cultura, que descobri há poucos dias, foi inaugurada em maio de 2007, por ocasião das comemorações de seus 60 anos. Construída no espaço antes ocupado pelo histórico Cine Astor, o projeto tirou partido do piso inclinado da sala de projeção para criar uma identidade visual espetacular.

Uma das áreas da livraria é cheia de pufes, especialmente dedicados aos leitores que gostam de se esparramar enquanto degustam, sem compromisso, os livros que mais lhes interessam. Numa outra área da loja há um espaço destinado ao público infantil, povoado por dragões construídos em madeira, com a missão de estimular ainda mais a fantasia que as crianças encontram nos livros.


Li numa entrevista concedida por Pedro Herz, proprietário e presidente da Livraria Cultura, que mais do que conquistar consumidores, sua grande satisfação é formar leitores, mesmo acreditando que o verdadeiro hábito da leitura seja passado de pai para filho. Apesar da modernidade de suas lojas, ele não abre mão da atmosfera aconchegante existente em cada unidade, lugar onde você pode entrar e sentir-se acolhido.

A Livraria Cultura possui outras filiais em São Paulo, além de Brasília, Campinas, Porto Alegre, Recife, Fortaleza, Salvador e Rio de Janeiro. E, se estou fazendo propaganda gratuita da Livraria Cultura, é porque gostei muito de conhecer este novo espaço. O antigo Cine Astor, agora tombado pelo Patrimônio Histórico, tornou-se um rico e interessante espaço cultural na mais bela das avenidas de São Paulo. Vale à pena conferir.





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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Os desafios da mudança

Para mim, as mudanças são sempre bem vindas, sejam elas físicas ou comportamentais, pois mudança significa movimento, e ninguém caminha pra frente sem sair do lugar.

Algumas pessoas resistem as mudanças porque temem o desconhecido, preferem o conforto e a segurança de uma situação sob controle, mesmo que isto represente a estagnação e a mediocridade. O progresso é lei da natureza. Olhe a sua volta, veja como tudo muda, tudo evolui, tudo se transforma. Pessoas que não admitem mudanças, além de nadar contra a correnteza, contrariam a evolução natural da vida e se privam de novas possibilidades.

A voz do povo diz que quem procura acha, e eu completo dizendo que sem o esforço da busca é impossível a alegria do encontro ou o prazer da realização.

Toda mudança traz desafios, e comigo não tem sido diferente. Há dez dias estou de volta a São Paulo e ainda sofro os efeitos da inevitável adaptação. Como se isto não bastasse, arrumamos uma faxineira que prefere trabalhar duas vezes por semana, num esquema de meio período por dia. Eu concordei e até achei bom, pois teríamos a casa limpa por mais tempo. O que eu não sabia é que ela trabalha das 16h às 21h.

Veja como foi que eu descobri o inusitado horário de trabalho da Euzimar: Primeiro dia de faxineira e eu louca para chegar do trabalho, tomar um banho gostoso e descansar na casa limpinha e cheirosa. Acontece que eu saio do trabalho às 17h e chego em casa as 17h30. Ao chegar em casa naquele dia eu quase cai dura. Euzimar estava no auge da limpeza e tudo estava de “pernas pro ar”. Meu apartamento é pequeno e eu não tenho a menor intenção de dividir espaço com baldes, vassouras e panos de chão. E agora, como vou sair dessa?

Bem, talvez eu encontre um curso legal pra fazer duas vezes por semana. Talvez assista todos os filmes que estiverem em cartaz na cidade. Talvez me encontre com um amigo diferente a cada semana. Ainda não sei. Embora não faltem em São Paulo opções que contemplam todos os gostos, bolsos, idades, interesses e necessidades, o que eu queria mesmo era chegar em casa e descansar.

Entretanto, mudanças são sempre bem vindas - lembra-se? – e eu espero sair desta com um saldo positivo. Não importa a revolução que elas causem em nossas vidas, o importante é que as mudanças estimulem a nossa evolução.

Na Internet há um texto genial incentivando a prática da mudança. É um poema intitulado “Mude”, usado de forma belíssima no comercial de TV que marcou os 25 anos da Fiat no Brasil. Apesar da controvertida autoria, ora atribuída a Clarice Lispector, ora atribuída a Edson Marques, vale a pena conhecer o texto. Confira e reflita.


Mude

Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa, mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por um tempo o estilo das roupas.
Dê os seus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente pela praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama… depois, procure dormir em outra cama.
Assista a outros programas de tv, compre outros jornais… leia outros tipos de livros.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia, o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos. Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome um novo tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado… outra marca de sabonete, outro creme dental… tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente. Mude de novo. Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores de que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!


Segundo minhas pesquisas o autor deste poema é Edson Marques.



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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Você é insubstituível

Sim é verdade, nós vivemos num mundo cada vez mais competitivo e capitalista, precisamos “matar um leão por dia” para sobreviver nessa sociedade desigual, precisamos provar nosso valor a cada instante para conquistar espaço no mercado de trabalho, mas também é verdade que cada ser humano é único e especial.

A sabedoria Divina fez com que cada um viesse a esse mundo com um talento único, cabe a você descobrir e desenvolver o seu talento. Cada um é bom numa coisa. Mesmo que você ainda não saiba, há um potencial enorme dentro de você, só esperando ser regado para desabrochar e crescer.

Não existem pessoas fracassadas, o que existem são talentos mal direcionados, e se você não é bom naquilo que faz, talvez seja preciso mudar a rota e trilhar novos caminhos. Acredite em você! Deixe seu talento brilhar!

Não permita que as ameaças, os comentários negativos, a falta de credibilidade, o fantasma da rejeição, o medo do fracasso, e as pressões da vida moderna destruam o melhor que há em você. Seja o que só você pode ser!

Veja se a historinha abaixo te diz alguma coisa.

Na sala de reuniões de uma multinacional, o Diretor, nervoso, falava com sua equipe de gestores. Agitava as mãos, mostrava alguns gráficos, e olhando nos olhos de cada um ameaçava: - Lembrem-se de que ninguém é insubstituível. Isso mesmo, ninguém é insubstituível.

O silêncio pairava no ar. Aquela frase ameaçadora ecoava nas paredes da sala de reunião. Os gestores se entreolhavam e ninguém ousava falar nada. De repente, um rapaz levanta o braço e o Diretor se prepara para triturar o atrevido.

- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E Beethoven?
- Como? – pergunta o Diretor, meio confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível. E quem substituiu Beethoven?

O Silêncio foi total e o funcionário continuou:

- As empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização, que quando sai um encontra-se logo outro. Então eu pergunto: quem substituiu Beethoven, Picasso, Albert Einstein, Santos Dumont, Garrincha, Elvis Presley, Tom Jobim, Ayrton Senna, Ghandi, Frank Sinatra, Monteiro Lobato, Os Beatles, Jorge Amado, Pelé, Paul Newman, Charlie Chaplin, etc.?

O rapaz fez uma pausa e continuou:

- Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostavam e o que sabiam fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. Eles mostraram que são sim insubstituíveis. Que cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Não estaria na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos? De começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe, em focar o brilho dos seus pontos fortes ao invés de gastar energia reparando nos seus erros e deficiências?

Fez nova pausa e prosseguiu:

- Acredito que ninguém se lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico e Elvis paranóico. O que todos querem é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis resultantes de seus talentos. Cabe aos líderes de uma organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

E o rapaz continuou:

- Se um gerente ou coordenador ainda está focado em apontar as fraquezas de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de técnico de futebol que barraria o Garrincha por ter as pernas tortas, ou Albert Einstein por ter notas baixas na escola, ou Beethoven por ser surdo, e o mundo teria perdido todos esses talentos.

Olhando a sua volta, o rapaz reparou que o Diretor olhava para baixo pensativo. Então, voltou a dizer nesses termos:

- Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural das coisas, os rios seriam retos, não haveria montanhas, nem lagoas, cavernas, homens ou mulheres, nem chefes, nem subordinados, apenas peças. Eu nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões foi para outras moradas, ao iniciar o programa seguinte o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a partida do nosso irmão Zacarias, e hoje, para substituí-lo, vamos chamar... ninguém... pois o nosso Zaca é insubstituível." – concluiu o rapaz e o silêncio foi total.

(Adaptação do texto de Juliana Blazissa Stroppa)

Nunca se esqueça, você é um talento único, seja o que for que você faça coloque amor e alegria, e certamente ninguém te substituirá! Faça da crítica um degrau para a escalada do seu sucesso.


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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Tarifas de Celular

Após quatro anos resistindo, semana passada eu mudei de endereço. Sai da pacata e encantadora cidade de Tremembé para morar em São Paulo, cidade das mil e uma possibilidades, cidade eclética que acolhe a todos que queiram se aventurar por seu mar de asfalto.

Eu adoro Tremembé. Talvez porque a Serra da Mantiqueira, que emoldura a cidade, encanta os meus olhos, ou talvez porque as lembranças da infância aquecem minha alma, não sei ao certo, mas tenho uma especial relação afetiva com a cidade onde cresci e finquei raízes.

Trabalho em São Paulo desde 1986 e estou bem acostumada ao seu ritmo frenético, este não tem sido o meu problema. Minha dificuldade agora é escolher a operadora onde vou comprar o meu novo celular. Sim, porque pagar roaming só porque meu número é de outra cidade não dá, concorda?

Com os altos preços cobrados pelas operadoras de celular, e o recorde de reclamações por serviços maus prestados, fica difícil optar por uma operadora sem antes pesquisar muito bem.

Pesquisei mas ainda estou em dúvida. Acredito que a VIVO realmente tenha maior cobertura e melhor sinal, mas os preços da TIM são muito atraentes. Uma coisa é certa, vou escolher entre VIVO e TIM.

Confira abaixo a tabela de tarifas que resultou das minhas pesquisas.

para ampliar a imagem clique com o botão direito do mouse e escolha abrir em outra guia.


Até pensei em comprar um aparelho dual chip, assim poderia ter um chip de cada operadora, ou um chip para cada DDD (011 em São Paulo e 012 em Tremembé). Porém, os aparelhos que encontrei não satisfazem meus desejos...hehehe.

Procuro um aparelho dual chip, quadriband nos dois SIM, com câmera de 5MP e flahs, MP3, FM, com 3G, Bluetooth, Wi-Fi, Touchscreen, TV digital e ótima bateria (ouvi dizer que a bateria dos aparelhos LG tem pouca autonomia). Será que existe o celular dos meus sonhos?? Se você conhecer me conta.

Para comprar um celular dual chip é preciso prestar muita atenção nos detalhes, pois não adianta ser dual se não for quadriband. Vai que ele não funciona justamente na freqüência da sua operadora... Alguns aparelhos são quadriband apenas em um dos SIM (slot do chip).

Veja as opções de aparelho que andei pesquisando.

para ampliar a imagem clique com o botão direito do mouse e escolha abrir em outra guia.


Espero ter ajudado você na escolha do seu próximo celular.




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domingo, 29 de janeiro de 2012

Saudade

Minhas férias acabaram e aos poucos vou retomando a rotina do meu dia-a-dia. Apesar da delícia que é estar de férias eu já estava sentindo falta de várias coisinhas, inclusive de escrever aqui no blog.

Meus planos para o primeiro post de 2012 era escrever sobre as esperanças e expectativas que nos acompanham a cada virada de ano, mas como este post está saindo com muito atraso eu mudei o tema.

Semana passada, enquanto eu aguardava para ser atendida por minha cabeleireira, ouvi uma cliente dizendo que a gente só sente saudades quando está insatisfeita com a vida no presente. Meu Deus - pensei - isso não pode ser verdade. Aquele comentário me fez pensar nas coisas que tenho saudades... Cheguei a conclusão de que a gente só sente saudades do que foi bom, mas isso não significa que estejamos infelizes agora.

A saudade faz parte da nossa vida, é normal, é saudável, é humano. Nós sempre vamos sentir saudade do que já passou, estando ou não felizes com o nosso presente.

A saudade só é ruim quando transforma as boas lembranças em carrasco cruel, quando paralisa nossa vida e nos impede de seguir em frente, quando alimenta o rio de lágrimas que pode afogar nossa alegria e nossa auto-estima.

Sinto saudades dos amigos que não vejo há muito tempo. Sinto saudades da alegria da minha juventude e dos sonhos que eram muito mais intensos. Sinto saudades dos momentos especiais que passei ao lado das pessoas que amei ou que ainda amo. Sinto saudades da convivência com as pessoas queridas que já morreram. Sinto saudades de tudo que me fez feliz. E você, tem saudades do que?

Uma vez me falaram que saudade é a única palavra da língua portuguesa que não tem tradução em outras línguas. Peraí, saudade não tem tradução?! Então fui pesquisar num site muito legal chamado Tradukka, onde você consegue traduzir textos escritos em várias línguas estrangeiras, e não é que saudade não tem mesmo tradução.

Bom, mas o significado de saudade é sentir a falta de, e isto todo mundo sente, seja qual for o seu país de origem.

O tempo nos rouba a juventude, a vitalidade, a beleza, a às vezes até a saúde, mas ele não pode roubar as boas lembranças das pessoas que amamos, ou dos momentos felizes que vivemos. Por isso, aproveito para fazer uma homenagem a três amiguinhos que não vejo há muito tempo. Hoje eles estão crescidos, quase adultos, e fazem parte das maiores saudades que eu tenho na vida.

Saudade da felicidade,
da ingenuidade daquela idade.
Saudade da sensibilidade,

da sinceridade daquela verdade.
Saudade de cada instante, de cada abraço, de cada cansaço.
Saudade do sentimento, de todos os momentos, momentos intensos perdidos no tempo.

Maria Fernanda, João Francisco e Maria Carolina, amo vocês!!

Vejam só, transformei saudade em poesia, assim como muitos poetas que manifestaram sua saudade em versos e prosa. Alguns eu até coloquei aqui no blog para o seu deleite. Mas vou confessar uma coisa: depois que li o texto de Miguel Falabela transcrito aí em abaixo, a saudade revelou-se para mim com novas faces. Agora, além de doces lembranças, a saudade também é um grande vazio no peito.

Saudade, por Clarice Lispector:
Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...
Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei! De quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!
Daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre!
Sinto saudades de coisas que tive e de outras que não tive mas quis muito ter! Sinto saudades de coisas que nem sei se existiram.
Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências...
Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!
Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar. Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar. Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar, sem curtir na totalidade.
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que... não sei onde... para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo, em italiano, em inglês... mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil, só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.
Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente quando estamos desesperados... para contar dinheiro... fazer amor... declarar sentimentos fortes... seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples "I miss you" ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.
Talvez não exprima corretamente a imensa falta que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.
E é por isso que eu tenho mais saudades... Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos.
Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis! De que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência...

Saudade, por Mário Quintana:
É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos…
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo…
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida…
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato…
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.

Saudade, por Pablo Neruda:
Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já…
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida…
Saudade é sentir que existe o que não existe mais…
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam…
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.
Saudade, por Carlos Drummond de Andrade
Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.

Saudade, por Vinícius de Moraes:
Vai, minha tristeza, e diz a ela
Que sem ela não pode ser
Diz-lhe, numa prece, que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer
Chega de saudade, a realidade é que sem ela
Não há paz, não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai
Mas, se ela voltar, se ela voltar
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei na sua boca
Dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de viver longe de mim
Não quero mais esse negócio de você viver assim
Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim

Saudade, por Mario Prata:
Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.
Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.
Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.
Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento.
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.
Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.
Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.
Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.
Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja.
Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.
Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.
Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.
Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.
Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.
Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente mas, geralmente, não podia.
Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.
Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.
Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.
Paixão é quando, apesar da palavra perigo, o desejo chega e entra.
Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.
Não… Amor é um exagero… também não.
Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?
Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tenha explicação,
Esse negócio de amor, não sei explicar.

Saudade, por Miguel Falabela:
Em alguma outra vida devemos ter feito algo de muito grave para sentirmos tanta saudade.
Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa. Dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem estas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar no quarto e ela na sala, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela pra faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi à consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre culpada. 
Se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na internet, a encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros,
Se ele continua preferindo Malzebier, se ela continua detestando McDonalds,
Se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos,
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento,
Não saber como frear as lágrimas diante de uma música,
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
É não saber se ela está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso…
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.
Saudade é isso que eu estive sentido enquanto escrevia
E o que você provavelmente estará sentindo depois que acabar de ler.

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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Símbolos do Natal


Cronologicamente, o Natal é uma data importante para o Ocidente, pois o nascimento de Jesus foi um marco na história da humanidade, separando o nosso calendário em duas partes, antes de Cristo e depois de Cristo.

Na antiguidade, por não haver conhecimento da data exata do nascimento de Jesus, o Natal era comemorado em várias datas diferentes. A partir do século IV o Natal passou a ser oficialmente comemorado no dia 25 de dezembro. Na Roma Antiga, esta era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno, por isso historiadores acreditam que haja uma relação entre este fato e a data estabelecida para a comemoração do Natal.

As antigas comemorações de Natal duravam 12 dias, pois este foi o tempo que levou para que os três reis magos, vindos do Oriente, chegassem até Belém. Melchior, Gaspar e Baltazar, os reis do Oriente, presentearam o menino recém nascido com ouro, incenso e mirra, e foi uma estrela que os guiou até o local onde estava o menino Jesus. É por isso que a estrela de Belém está presente nas representações do presépio e na ponta das árvores de Natal.


ORIGEM DA ÁRVORE DE NATAL

A árvore de Natal garante um clima especial para as festas de final de ano, por isso tornou-se um símbolo marcante na decoração de Natal. Em vários países do mundo as pessoas montam árvores de Natal para enfeitar suas casas. O que estas pessoas não sabem é que, mesmo antes do nascimento de Jesus (entre o 2º e 3º milênio a.C.) os povos antigos já enfeitavam árvores para render culto à Mãe Natureza.

O carvalho era considerado a rainha das árvores, expressão de energia e fertilidade da natureza, mas no inverno, quando suas folhas caíam, os povos antigos acreditavam que o espírito da natureza havia ido embora, então colocavam diferentes enfeites em seus galhos para atrair de volta o espírito fujão.

A árvore de Natal que conhecemos hoje surgiu na Alemanha, por volta do século 16, onde os pinheiros eram ornamentados para complementar a decoração de Natal. Os europeus utilizavam o pinheiro por ser esta a única árvore que, na imensidão da neve, permanecia sempre verdinha. Naquela época as árvores de Natal eram enfeitadas com velas acesas.

Foi o príncipe Alberto, marido da rainha Vitória, quem levou esta tradição para a Inglaterra, mais tarde espalhando-se por toda a América. Hoje, o mundo inteiro adotou a árvore de Natal como símbolo de ação de graças pelos frutos colhidos durante o ano.

As bolas e enfeites colocados nas árvores de hoje são a evolução das primitivas pedras e maçãs, que no passado enfeitavam o carvalho, precursor da atual árvore de Natal. Já as lâmpadas elétricas, brancas ou coloridas, substituem as velas acesas idealizadas por Martinho Lutero para simbolizar a purificação. E finalmente, a estrela colocada no alto da árvore de Natal, representa a estrela de Belém, que segundo as crenças antigas, tem um anjo que vela por ela.


QUANDO MONTAR A ÁRVORE

O dia de montar a árvore de Natal varia de país para país. Nos Estados Unidos, por exemplo, só se monta a árvore na véspera de Natal. A tradicional véspera de Natal, aguardada por muitas crianças, já apareceu como pano de fundo em vários filmes americanos.

Entre nós, brasileiros, não há uma data determinada para dar inicio a decoração de Natal, mas algumas pessoas gostam de montar suas árvores de Natal no dia 6 de dezembro, Dia de São Nicolau, nosso querido Papai Noel.

Segundo a tradição, a decoração de Natal deve ser desmontada, impreterivelmente, até a meia noite do dia 6 de janeiro, Dia de Reis. Isto porque, segundo a História, foram os reis Magos que avisaram os pais de Jesus, Maria e José, sobre o perigo representado por Herodes, perseguindo todos os bebês nascidos em Jerusalém. É por isso que tudo é desmontado no dia 6 de janeiro, para evitar que os soldados do rei encontrem alguma pista do Menino Jesus.


ORIGEM DO PAPAI NOEL

A figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, nascido na Turquia em 280 d.C. Ele era um homem de bom coração, e gostava de ajudar os mais pobres deixando saquinhos com moedas, próximas as chaminés das casas.

Após vários relatos de milagres atribuídos a ele, a igreja católica transformou o bispo em santo, e passou a chama-lo São Nicolau.

A imagem de São Nicolau foi associada ao Natal devido a sua conhecida generosidade com as crianças, além da sua fama de distribuir presentes, montado num burrinho. No início, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escuro, mas em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast, criou uma nova imagem para o bom velhinho, colorindo suas roupas de vermelho e branco e complementando-as com um cinto e botas pretas.

Em 1931 a Coca-Cola associou a figura do Papai Noel ao seu refrigerante, que possuia as mesmas cores da imagem do bom velhinho. A campanha publicitária fez tanto sucesso que acabou espalhando a nova imagem do Papai Noel pelo mundo.


O NOME DO PAPAI NOEL EM OUTROS PAÍSES

Alemanha (Weihnachtsmann, O "Homem do Natal")
Argentina, Espanha, Colômbia, Paraguai e Uruguai (Papá Noel)
Chile (Viejito Pascuero)
Dinamarca (Julemanden)
França (Père Noël)
Itália (Babbo Natale)
México (Santa Claus)
Holanda (Kerstman, "Homem do Natal)
Portugal (Pai Natal)
Inglaterra (Father Christmas)
Suécia (Jultomte)
Estados Unidos (Santa Claus)
Rússia (Ded Moroz)


ORIGEM DA CEIA DE NATAL

Antigamente, assistir a Missa do Galo era uma tradição comum entre as famílias cristã. A missa era celebrada a meia-noite do dia 24 de dezembro, e como a comunhão exigia jejum prolongado, as famílias se alimentavam somente após a missa.


No inicio, a alimentação era simples, feita de refeição frugal. Com o passar do tempo, as ceias se tornaram fartas e bem elaboradas. O peru, por exemplo, foi inspirado no costume dos americanos de servirem este tradicional prato no Dia de Ação de Graças, uma data muito importante nos EUA. O panetone é uma tradição que veio da Itália, e as frutas secas, típicas do inverno europeu, foram incorporadas do hábito dos imigrantes europeus em consumir nozes, amêndoas e castanhas nas festas de final de ano.


Hoje, a ceia de Natal já é tradição, reunindo amigos e familiares em torno da mesa, para o esperado jantar do dia 24 de dezembro. Porém, mais importante do que pratos elaborados e deliciosos, é o nosso abraço fraterno, onde um coração encosta no outro coração.



ORIGEM DOS CARTÕES DE NATAL

Em 1843, o britânico Henry Cole, impossibilitado de escrever pessoalmente mensagens de Natal aos amigos, encomendou alguns cartões a uma gráfica com a seguinte mensagem: “Feliz Natal e Próspero Ano Novo”.

A novidade se espalhou rapidamente, e todo mundo queria desejar Boas Festas com os tais cartões impressos. A partir de 1870 esses cartões ganharam cores e a imagem do Papai Noel foi incorporada a eles.

Apesar disso, pode-se dizer que a primeira forma do cartão de Natal aconteceu na Espanha, quando um jornal de Barcelona, utilizando uma estampa impressa com a técnica da litografia, felicitou seus leitores pelo Natal.

Hoje em dia os cartões são bem variados, os modelos atendem a diversos gostos, e têm até cartão musicado. Eu, por exemplo, gosto muito dos cartões produzidos pelos “Pintores com a boca e os pés”. Vale à pena adquiri-los, são cartões belíssimos, realizados com muita arte e sensibilidade. Quase todas as imagens que ilustram este artigo foram pintadas pelos artistas da Associação dos Pintores com a boca e os pés.




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