quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A verdade de cada um

A primeira lição que tirei de tudo o que tenho lido na Internet , é que a verdade é relativa ao grau evolutivo de cada criatura, bem como ao seu nível de compreensão.

É maravilhoso encontrar pessoas dedicadas e esforçadas, que escrevem com propriedade sobre os assuntos que conhecem e dominam. Quem os lê só tem a ganhar, pois adquire novos conhecimentos ou amplia os já adquiridos, principalmente se isto é feito com humildade e a consciência de que, por mais sábios que acreditemos ser, nosso conhecimento é um grão de areia perto das Verdades do Universo.

Porém, é lamentável encontrar pessoas que tentam fazer comparações entre assuntos que mal conhecem, ou conhecem de forma superficial, e até mesmo de forma equivocada. Em primeiro lugar porque certamente estarão faltando com respeito a alguém, e depois porque estarão passando conceitos errados aos leitores desavisados, que ao absterem-se de investigar o assunto com profundidade, ficam a mercê da sua própria ignorância.

Ao depararmos com assuntos que pouco conhecemos, é prudente fazermos uma vasta pesquisa nas diferentes fontes existentes por aí. Falar mal do que não se conhece, por puro preconceito, é demonstração de ignorância e inferioridade.

Hoje, entrei numa comunidade do Orkut em que pessoas mal informadas falavam de Yoga e Espiritismo. Eu não conheço quase nada do Yoga, mas tenho muitos anos de estudo e prática da doutrina Espírita. Algumas pessoas fizeram observações corretas sobre o Espiritismo, apesar de não terem considerado que, assim como em qualquer outra religião, seja no Ocidente ou no Oriente, existem os bons e os maus seguidores. Não é porque é espírita que é bom. Em tudo na vida é preciso ter bom senso e discernimento para separar o joio do trigo. Enquanto existem Casas Espíritas sérias e respeitáveis, outras não passam de puro estrelismo e até charlatanismo.

Pelos conceitos equivocados que li naquela comunidade, está claro que estas pessoas não sabem que o Espiritismo nada impõe e nada proíbe, mas ensina, entre outras coisas, que através da lei de causa e efeito, utilizando-se do seu livre arbítrio, cada criatura é responsável pelos seus atos. Isto quer dizer que vamos colher amanhã, exatamente o que plantarmos hoje, sejamos nós Espíritas, Católicos, Protestantes, Judeus, Hinduístas, Budistas, ou até mesmo ateus.

Quando digo que nós não conhecemos a verdade, refiro-me a verdade que vai além daquela que a nossa limitada compreensão pode alcançar, e parto da premissa de que Galileu quase foi queimado vivo na fogueira porque afirmou que a Terra era redonda. Hoje, ninguém mais duvida que Terra é redonda, embora ela seja achatada nos pólos.

Pequenos aprendizes que somos, arrogantes e preconceituosos, pouco conhecemos das Verdades da vida. Na dúvida, devemos ouvir nossa consciência, porque Deus fala conosco através da nossa consciência. A consciência é o nosso elo de ligação com a Verdade. Aprendermos a lidar com a “voz” da consciência é aprender a ouvir Deus em nós.

Que possamos então trabalhar pela nossa evolução moral e espiritual, expandindo nossas consciências e nos aproximando cada vez mais da “Verdade”.

Um grande abraço.
Namaste.


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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O exemplo do lápis


O menino olhava para a avó enquanto ela, animada, escrevia uma carta. A certa altura o menino perguntou:
- A senhora está escrevendo uma história que aconteceu conosco?
A avó parou de escrever, sorriu para o menino, e respondeu:
- Sim, estou escrevendo sobre você. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse assim quando crescesse.
O menino intrigado, olhou para o lápis e não viu nada de especial, então retrucou:
- Mas vovó, este lápis é igual a todos os lápis que já vi em minha vida.
E, carinhosamente, a avó explicou:
- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há neste lápis cinco qualidades que, se você conseguir mantê-las, será uma pessoa que sempre fará a diferença.
E a avó enumerou:
- Primeira Qualidade: Você pode fazer coisas grandes, mas não deve esquecer nunca que existe uma mão que guia seus passos. Esta mão é a mão de Deus; ela sempre irá conduzi-lo em direção à Sua Vontade.
- Segunda Qualidade: De vez em quando eu preciso parar de escrever e usar o apontador, isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final ele estará mais afiado e cumprirá melhor o seu papel. Portanto, saiba suportar dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.
- Terceira Qualidade: O lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Isto significa que sempre podemos corrigir uma coisa que fizemos de errado, e assim nos mantermos no caminho da justiça.
- Quarta Qualidade: O que realmente importa no lápis não é a madeira do seu envoltório, ou a sua forma exterior, mas o grafite que está por dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.
- Quinta Qualidade: O lápis sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida irá deixar traços. Procure ser consciente de cada ação que praticar.
Nota: Desconheço a autoria do texto.


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sábado, 27 de agosto de 2011

O caminho de cada um


Encontrei no Espiritismo um caminho coerente aos meus anseios de crescimento interior e evolução moral. Acredito que este não seja o único e nem o melhor caminho, haja vista que o melhor será sempre aquele que atender as necessidades individuais de cada criatura.

Não tenho a pretensão de imaginar que um dia todos na face da Terra serão espíritas, ou que esta seja a solução para o crescimento moral do nosso planeta, mas acredito que quanto mais próximos estivermos de Deus mais seguro e iluminado será o caminho do nosso crescimento e da nossa felicidade, não importa a religião escolhida por nós.

Mais importante do que seguirmos esta ou aquela religião, é estarmos comprometidos com os caminhos do bem; é assumirmos uma postura pró-ativa na construção da nossa felicidade, rompendo com a hipocrisia e a ilusão dos prazeres fáceis. É trabalharmos com honestidade pela nossa transformação, compreendendo que somos corpo, mente e espírito.

Pois, que cada um encontre sua própria forma de caminhar, sem esquecer que somos responsáveis por nossas escolhas e por nossos possíveis caminhos equivocados.

Que Deus ilumine nossos caminhos.
Com amor,
Dilti


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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Esopo e La Fontaine

Outro dia falamos sobre fábulas, provérbios e parábolas. Hoje vamos falar sobre os dois fabulistas mais conhecidos do Ocidente: Esopo e Jean de La Fontaine.

Usada desde cedo como veículo de doutrinação budista, o Pantchatantra, escrito em sânscrito foi trazido do Oriente e, traduzido em outras línguas, ganhou o mundo. As fábulas Orientais constituem o primeiro período da fábula, aquele em que a moralidade é a parte fundamental. Vinda da Índia, passou pela China, Tibet, Pérsia, até chegar na Grécia, onde tornou-se conhecida por intermédio de Esopo.

No mundo Ocidental, Esopo foi o primeiro grande nome no gênero das fábulas, e muitas de suas histórias foram recontadas pelo poeta francês Jean de La Fontaine.

***

QUEM FOI ESOPO?


Acredita-se que Esopo, grande fabulista grego, tenha vivido no século VI antes de Cristo, mas não há provas históricas de que ele tenha realmente existido. Apesar disso, há mais de 300 histórias atribuídas a ele, reunidas pela primeira vez por Demétrio de Falero, em 325 aC.


As histórias de Esopo sugerem normas de conduta, e são exemplificadas pela ação de animais, tais como: tartarugas, lebres, raposas, formigas e cigarras. Em suas fábulas os animais falam, cometem erros, são sábios ou tolos, maus ou bons, exatamente como os homens. Através das fábulas ele criticava a sociedade de sua época, questionando seus valores e seus comportamentos.

Assim como Homero, as fábulas criadas por Esopo faziam parte da tradição oral dos gregos, elas nunca foram escritas por ele, apenas contadas para o povo, que gostava e passava para frente. Somente duzentos anos após a sua morte é que as histórias de Esopo foram transcritas para o papel, mantendo-se conhecidas até hoje.
A raposa e as uvas é uma das fábulas mais conhecidas de Esopo. Confira abaixo o grande ensinamento contido nesta fábula.


A RAPOSA E AS UVAS

A raposa estava morta de fome quando deu de cara com um lindo vinhedo. A safra tinha sido excelente, e a raposa lambeu os beiços ao ver a parreira carregadinha, com lindos e grandes cachos. A raposa tentou mas não conseguiu alcançar as uvas. Se esforçou bastante, tentou muitas vezes e nada. Por fim, muito cansada, resolveu desistir. Então, foi embora dizendo:

- Quem quiser que pegue essas uvas. A mim elas não servem, estão verdes e azedas. Se alguém quisesse me dar essas uvas eu não as comeria.

Moral da história: Quem desdenha quer comprar.


***

QUEM FOI LA FONTAINE?

Dos fabulistas modernos, Jean de La Fontaine é em dúvida o mais conhecido. Considerado o mestre da fábula, ele dizia que a fábula "é uma pintura em que cada um de nós pode encontrar seu próprio retrato."

Jean de La Fontaine nasceu na pequena cidade de Chateau-Thierry, na França, em 1621, e morreu em Paris, no ano de 1695. Por desejo de seu pai, casou-se com Marie Hérricart, em 1647 e, embora o casamento nunca tenha sido feliz, o casal teve um filho de nome Charles.

Estudou teologia e direito em Paris, mas seu grande interesse sempre foi a literatura. Escreveu o romance "Os Amores de Psique e Cupido", mas sua grande obra foi "Fábulas", escrita emtrês partes.

Dedicou-se ao resgate das fábulas de Esopo (Grécia) e Fedro (Roma), além das parábolas bíblicas, coletâneas orientais e narrativas medievais, todas elas guardadas pela memória popular.

Seguindo o exemplo de Esopo, as fábulas de La Fontaine eram escritas em linguagem simples e atraente, dando voz aos animais e mostrando as qualidades e defeitos dos seres humanos. A principal característica da sua escrita eram as rimas, o que facilitava muito a memorização das histórias.

Suas primeiras fábulas foram publicadas em 1668, sob o título de “Fábulas Escolhidas”, numa coletânea de 124 histórias. La Fontaine dedicou este livro ao filho do rei Luís XIV.

La Fontaine escreveu 243 fábulas, num período de 26 anos (1668 a 1694), sendo algumas muito conhecidas, entre elas estão: A cigarra e a formiga, A lebre e a tartaruga, O lobo e o cordeiro, O corvo e a raposa, A galinha dos ovos de ouro, O leão e o rato, entre outras.

A sabedoria prática contida na fábula não envelhece porque é fundamentada na natureza humana, e esta, como sabemos, continua a mesma.


Confira abaixo, a minha versão da famosa fábula de La Fontaine:


O LOBO E O CORDEIRO

Na água límpida de um riacho, matava a sede um cordeiro, que ao levantar a cabeça, avistou um lobo carniceiro. O terreno era bem inclinado e a água corria veloz, e o lobo com a barriga vazia, logo levantou a voz:

- Como ousas tu, sujar a água que estou bebendo? Rosnou o lobo farejando o almoço. – Serei obrigado a castigá-lo.

O cordeirinho, trêmulo de medo, respondeu com inocência:

- Queira me desculpar senhor, mas como posso estar sujando a sua água se estamos distante um do outro cerca de 10 passos; e além do mais, a água corre do senhor para mim?

- Não importa – continuou o lobo ameaçador – Não gosto de você, pois soube que falastes mal de mim no ano passado.

- Não pode ser senhor – respondeu o cordeiro assustado – no ano passado eu nem tinha nascido.

Pego de surpresa, o lobo pensou um pouco e disse:

- Se não foi você foi seu irmão, o que pra mim dá no mesmo.

- Mas isto é um engano – disse o inocente cordeiro – eu não tenho irmão, sou filho único.

- Chega de argumentação!– exclamou o lobo irritado – Já estou perdendo a paciência. Se não foi seu irmão, foi seu pai, seu avô, ou alguém que você conhece. Sendo assim, você vai pagar caro por isto.

- Me desculpe senhor, não fique zangado. Nunca mais virei beber água aqui deste lado.

Mas o lobo cruel lambeu os beiços, deu um pulo, e devorou o cordeiro indefeso.

Moral da história: Contra a força não há argumentos.

***

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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Fábula, provérbio, ou parábola?

O que é Fábula?

A fábula é um gênero literário de caráter moral, escrito em verso ou prosa, cuja narrativa alegórica apresenta animais como personagens centrais da história. O diálogo entre os animais está sempre presente e a temática varia entre a vitória do bem sobre o mal, ou da inteligência sobre a força, ou ainda a derrota do egoísta, invejoso, avarento, etc.

A principal característica de uma fábula reside na conclusão da história, que sempre apresenta uma forte lição de moral, mostrando as virtudes e os defeitos do caráter humano. O objetivo da fábula é passar uma mensagem positiva a cerca do que é um comportamento bom e justo.

Este é um gênero muito versátil e, desde que se mantenha o ensinamento principal da história, sua transmissão oral permite que seja contada de diversas formas diferentes.

O texto de uma fábula é curto, simples, e a linguagem não pode ser intelectualizada, uma vez que se pretende atingir todo o tipo de leitor. Esta é uma maneira leve e divertida de questionar os valores de uma sociedade e incentivar os leitores à reflexão.

Justamente por seu caráter filosófico, a fábula se diferencia de outros gêneros literários, como as lendas e os contos populares. Muitos provérbios foram extraídos da moral contida nas fábulas, por isto eles têm grandes afinidades. Já a parábola, se distingue da fábula por atingir um plano bem mais elevado, além de lidar com situações humanas reais.

O que é Parábola?

A parábola é uma história simples e resumida que retrata o cotidiano das pessoas e serve para ilustrar um ensinamento. Contada com o propósito de transmitir uma verdade espiritual, este eficaz recurso pedagógico facilita o entendimento das pessoas e foi muito utilizado por Jesus.

Mesmo incluindo linguagem metafórica, a parábola nunca foge a realidade e nunca transmite idéias fictícias. São vívidas palavras ilustradas para fins de comparação. A parábola não é uma verdade em si, mas um modo pelo qual a verdade pode ser vista.

A maneira mais segura para se compreender os ensinamentos de uma parábola, sem o risco das interpretações incorretas, é analisá-la de acordo com a época e o contexto em que foi escrita, ou narrada.

O que difere a parábola da fábula é que nas parábolas não encontramos o diálogo entre animais, nem tão pouco o diálogo entre figueiras, videiras, ou oliveiras.

O que é Provérbio?

O provérbio é uma frase curta, geralmente de origem popular, sempre baseada numa longa e rica experiência. Podendo ter ritmo ou rima, os provérbios sempre fizeram parte das culturas humanas, e são encontrados na Bíblia, no Alcorão, na milenar cultura chinesa, e até nos hieróglifos do antigo Egito. 

Os provérbios, também conhecidos por ditado popular, possuem alto poder comunicativo, pois são frases de fácil memorização, sempre apresentadas com alegria e bom humor. Por mais diversas que sejam as épocas, os provérbios se mantém atualizados, uma vez que a inveja, o egoísmo, a avareza, a generosidade, a lealdade, a grandeza, e tantos outros defeitos e qualidades continuam presentes no caráter do ser humano.

Veja abaixo quantos provérbios você conhece:

  1. Quem tudo quer nada tem.
  2. Filho de peixe peixinho é.
  3. Quem não chora não mama.
  4. Os últimos serão os primeiros.
  5. Achado não é roubado.
  6. Em boca fechada não entra mosca.
  7. Deus ajuda quem cedo madruga.
  8. Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
  9. A galinha do vizinho sempre é mais gorda.
  10. O que os olhos não vêem o coração não sente.
  11. Em casa de ferreiro o espeto é de pau.
  12. A grama do vizinho é sempre mais verde.
  13. Não se pode julgar um livro pela capa.
  14. Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.
  15. Nem tudo que reluz é ouro.
  16. Em Terra de cego quem tem um olho só é rei.
  17. Matei dois coelhos com uma cajadada só.
  18. Pau que nasce torto morre torto.
  19. É de pequeno que se torce o pepino.
  20. Ninguém é de ferro.
  21. Criança mimada é criança estragada.
  22. Nem só de pão vive o homem.
  23. Roupa suja se lava em casa.
  24. Santo de casa não faz milagre.
  25. Antes tarde do que nunca.
  26. Onde há fumaça há fogo.
  27. Quando a esmola é demais o Santo desconfia.
  28. Quem desdenha quer comprar.
  29. O seguro morreu de velho.
  30. Gato escaldado tem medo de água fria.
  31. Comprei gato por lebre.
  32. Quem vê cara não vê coração.
  33. Quando em Roma, faça como os romanos.
  34. O amor é cego.
  35. Quem espera sempre alcança.
  36. A esperança é a última que morre.
  37. Uma mão lava a outra.
  38. Para bom entendedor meia palavra basta.
  39. A corda sempre quebra do lado do mais fraco.
  40. É dando que se recebe.
  41. Cavalo dado não se olha os dentes.
  42. A união faz a força.
  43. Quem não arrisca não petisca.
  44. Um homem prevenido vale por dois.
  45. Há males que vem para o bem.
  46. À noite todos os gatos são pardos.
  47. De grão em grão a galinha enche o papo.
  48. Devagar se vai longe.
  49. A pressa é inimiga da perfeição.
  50. A mentira tem perna curta.
  51. A justiça tarda mas não falha.
  52. Águas passadas não movem moinhos.
  53. Um dia é da caça e o outro é do caçador.
  54. Não faça tempestade em copo d'água.
  55. Quando o gato sai os ratos fazem a festa.
  56. Antes só do que mal acompanhado.
  57. Quem não tem cão caça com gato.
  58. É errando que se aprende.
  59. Cão que ladra não morde.
  60. Quem tem boca vai a Roma.
  61. Tamanho não é documento.
  62. De boas intenções o inferno está cheio.
  63. Macaco que muito pula quer chumbo.
  64. Tudo que é bom dura pouco.
  65. Gosto não se discute.

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domingo, 21 de agosto de 2011

O sentido da vida











Com o passar do tempo eu aprendi que ninguém vem ao mundo a passeio, que tudo tem uma razão de ser e que a vida acompanha as leis da natureza. Talvez, por ter esta intuição, eu sempre desejei fazer algo de útil para o bem da humanidade, algo que realmente fizesse a diferença na vida das pessoas.

Certa vez estes questionamentos me ocuparam tanto a mente, que escrevi algumas linhas que ainda hoje carrego comigo: Toda vez que a minha vida parecer sem sentido, ou eu imaginar que estou meio perdida, sem direção e sem objetivos maiores, devo lembrar-me que o objetivo maior da vida é a renovação moral, a reforma íntima e a transformação interna, coisas que só dependem de mim.

Há muitos anos tento encontrar um sentido para a minha vida, pois penso não ser possível estarmos aqui, todos esses anos, neste enorme planeta, sem nenhuma finalidade maior. Me sinto realizada quando trabalho em benefício do próximo, e foi assim que consegui afastar o imenso vazio que existia em meu peito.

Entretanto, para o bom resultado da semeadura, o trabalho no bem reclama o crescimento espiritual e a transformação interna. Então é isto que devemos fazer: absorver novos conceitos, romper com o personalismo, questionar os velhos padrões, ampliar a consciência e promover nossa melhoria real.

É assim que me sinto hoje: consolidando valores, substituindo vícios por virtudes, superando defeitos, reconhecendo minhas qualidades, evoluindo, crescendo e me transformando. Sei que nos dias de tempestade minha visão ficará turva, eu poderei até errar o caminho, mas logo saberei encontra-lo, pois no caminho do bem sempre haverá um farol aceso a ilumina-lo. Hoje eu estou no caminho, e isto me permite dizer que não basta conhece-lo, é preciso percorre-lo.


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